sábado, 30 de outubro de 2010

Experiência extracorpórea

Ontem eu vi você, não, vi outra pessoa que pouco a pouco apaga você.

Ontem não ouvi sua voz, tampouco ouvi voz alguma. 
Ontem eu não me senti completamente bem, nada saiu fora do planejamento improvisado, tenho necessidade de imprevistos.
Ontem, vi como a mente humana é tão difícil de se entender; uma expressão, ou falta dela pode significar tanta coisa diferente.

Agora, o só o que ouço é o tic tac do reloginho rosa já quebrado, que não tenho coragem de jogar fora e as engrenagens do meu cérebro, que já estão tão cansadas de suporem, teorizarem.

Como seria fácil se o mundo não fosse totalmente conservador.
Como seria fácil se alguém simplesmente me explicasse...
Como seria fácil se alguém me ligasse.



quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Rostos novos de velhos traços


                Sonhei com um novo alguém, nem sei se dormindo ou acordada, ando muito desligada ultimamente. Ou talvez não fosse um novo, mas só uma mistura de velhos e novos corações. Ainda vi os olhos claros, sempre eles, mas o sorriso era diferente. Não me perdi mais neles, nem sequer me impressionou. Acordei com um chamado, nem me dignei a responder.
Os flashes do semi-sonho foram passando rapidamente, tentei encaixar aquele sorriso em alguém. Me surpreendi quando reconheci, mesmo que de longe, através de uma nuvem espessa, que doía-me os olhos observar.
Será que toda essa loucura vai um dia chegar ao fim? Me pergunto, mas nem mesmo em meus melhores dias tenho coragem de me olhar no espelho após a resposta. É difícil. A única coisa que mudou é que agora sou sincera comigo mesma. Não estou bem. Ainda sofro.