domingo, 14 de agosto de 2011

feliz dia dos bons pais : D

achei meu presente deveras impessoal. primeiro porque não o escolhi (apesar de nunca tê-lo feito antes) e segundo porque, bem, porque faltou algum toque meu.
decidi então tentar escrever, em poucas palavras, algo que teimo em jamais dizer e que, em meu âmago, provavelmente sinto, só não demonstro com a firmeza necessária.
primeiramente, feliz dia dos pais; e não digo, como você me disse já ter ouvido hoje 'feliz dia dos pais de verdade', porque acho completamente desnecessário desmerecer-lhe o dia como o meu querido irmão já o fez. todavia, não resisto em dar-lhe um feliz dia dos bons pais, já que bons pais são aqueles que fazem o possível dentro de suas limitações pessoais.
desavenças a parte, iniciei esse texto para que pudesse enaltecer suas qualidades, que são muitas. você foi e ainda é, sem dúvidas, um grande influenciador da minha personalidade: sua memória me remete à honestidade, verdade e segurança, virtudes que tento adaptar ao meu cotidiano.
é uma pessoa que mesmo em sua frieza consegue cativar, consegue se mostrar presente e por isso, peço-lhe desculpas pelas ligações não feitas ou pelas palavras não ditas, a verdade é que não sei, simplesmente, como dizer-lhe isso. por último, desejo-lhe ao menos um terço da felicidade que você tanto me deseja ('seja feliz, menina').
obrigada por tudo, e não, não sou completamente mal agradecida.

sinceramente, gosto muito de você.

14-08-2011 ; 14:30

sábado, 13 de agosto de 2011

algo sobre mim.

"O ato de tossir está relacionado ao desejo inconsciente de eliminar as crenças e valores absorvidos ao longo da vida que provocam os conflitos internos. Ela surge normalmente como um sintoma de alguma doença respiratória, representando a necessidade de se desprender da confusão interior e o desejo de revidar as agressões sofridas que permaneceram reprimidas.
A manifestação desse sintoma demonstra que a pessoa está "explodindo" por dentro. Como essa explosão não é verbalizada, ela se manifesta em forma de tosse.  À medida que a pessoa for se desvencilhando desses conteúdos agregados interiormente, a tosse ameniza. Quando ela persistir, é porque a pessoa está resistindo em se desprender daquilo que a incomoda profundamente."

como eu já bem imaginava, típico.

domingo, 7 de agosto de 2011

ao menos, ainda estou de saltos.

Aprendi a abdicar de muito para viver...

Perdi orgulho, perdi autoconfiança, perdi auto-estima, perdi o moralismo, perdi uma penca de valores que eram extremamente aflorados no meu ser. Tampouco não me culpo, nem culpo as pessoas que me rodeiam; talvez eu tenha mesmo criado uma situação insustentável e para, teimosamente, sustentá-la, preciso pagar um preço.

Aceito mais uma vez tudo o que ouço, sem julgamentos e rupturas, sem quaisquer esclarecimentos sobre como entendo esse turbilhão. O fato é que já não me importa se é superficial ou profundo, se é verdadeiro ou falso (e olhe que consigo pensar nisso até mais que muita gente), o que importa são essas tais brechas que o presente me proporciona, me permitindo respirar em paz uma outra vez.

Se estou morbidamente errada? Que esteja; uma decisão foi irremediavelmente tomada e, da mesma forma que aprendi a pagar preços para mantê-la, também os aceitarei de bom grado em casos de decepção.

Digo apenas para ficarem tranquilos, visto que, quando estiver sofrendo, não chorarei em seus ombros (como tanto me relembram); guardarei mais uma vez meu sofrimento para mim, sem reclamar que não me avisaram. Ao menos, poderei dizer que ousei andar com minhas próprias pernas.

A árvore quando está sendo cortada, observa com tristeza que o cabo do machado é de madeira.”