Perdi o fio da meada há muito tempo e hoje, já nem mais tento o achar. Prendi-me a falhas convicções, que ao contrário de suprirem meus anseios, aumentam-nos, tornando o simples algo insanamente complexo e além disso, perigosamente desvirtuado. Compliquei-me com vãos escudos, que um dia juraram-me a mais fiel proteção e, acabei por sair ainda mais vulnerável do que no princípio. Redesenhei o que já considerava estereotipado e procuro, cada dia, ver-me livre de amarras e pré-conceitos; aprendendo a ser ainda mais sutil com distinções e quaisquer outras discordâncias.
Neste ou em qualquer outro contexto porém, sinto-me cada vez mais refém da insegurança e mais certa de dúvidas do que da própria certeza. Não é que me falte personalidade, (ao contrário do que pensam) é que me sobra conforto. Este, transcrito numa vontade extrema de não complicar, de aceitar, mas sobretudo, de fazer brotar sorrisos ao invés de carrancas. É provável que eu esteja sim, plenamente errada e que um dia vá me referir à essa época como a que mais errei tentando acertar.
Entretanto, apesar de não saber qual rumo tomar e continuar olhando fixamente para o chão (tentando aprender a pisar certo, talvez), não temo o futuro; e sei que quando finalmente tiver a coragem de avistá-lo, este será mais inspirador do que essa bruma que me cerca, uma constante massa cinzenta.
No mais, só espero que assim como meus tortos passos evoluem (ainda que nada próximos ao 'esperado' demi pointe), meu ser esteja mudando, ainda que em ritmo demasiadamente lento; mudando para uma constituição melhor ou, no mínimo, menos inconstante.