À margem de qualquer tipo de escolha e completamente impotente mediante ordens superiores, ponho-me a chorar constantemente.
Lágrimas tão salgadas quanto a preocupação que me rodeia e me impede de dormir; tão voluptosas quanto a ânsia em viver uma juventude que se esvai a cada dia; tão infelizes quanto a certeza da debilidade.
Incapaz de prever estabilidade, receio a mudança, muito embora tema prosseguir na continuidade. Talvez, se ainda houvessem soprando os ventos de maio noutras terras imprevisíveis, soubesse de fato o que fazer e como fazê-lo. Mas novembro rompe em meio a um turbilhão de emoções e me traz mais e mais dúvidas, mostrando caminhos estranhos, recobertos por uma nuvem espessa de desilusão.
Assim, sem qualquer centelha de felicidade próxima, sem nem mesmo uma faísca de esperança relativa ao futuro, continuo por trilhar um caminho tortuoso e sem sombras de dúvidas, martirizante.