terça-feira, 27 de dezembro de 2011

lição de sutileza.

É incrível e assustador o jeito como a vida nos enlaça, mostrando que nada é imutável.
Percebo somente agora (e espero que não muito tarde) o quanto foi interessante deixar que ela me guiasse, aceitando as mudanças propostas pelo instintivo e permitindo-me viver os momentos idealizados pelas minhas, ainda que falhas, inspirações.
Confesso que hoje já nem sinto falta de pessoas passadas e momentos antigos. Me preocupo com esse desapego. Todavia, a verdade é que estar, pela primeira vez, intacta, e com o pensamento no lugar certo é bom demais para que eu tente agir de qualquer outra forma.
É excepcional esse equilíbrio, essa linearidade. É mais incrível que qualquer surto de felicidade que já vivi. Fico então me perguntando sobre o futuro e tentando, inutilmente, imaginar qual será minha próxima lição. Temo claro, viver dias tão nebulosos quanto os que vivi aqui. Entretanto, sei, de alguma forma, que meu sofrimento não será em vão.

Ps.: Disse que não viria mais aqui, mas acho que não faz sentido deixar este espaço.
É bom pro meu psicológico e me ajuda significativamente na melhora dos meus textos. Então, i'm back.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

realinho.

não sei se faz mais sentido vir aqui.
não porque ache dispensável o fato de escrever, é claro que não. todavia, a verdade é que acho que o ciclo que compunha a 'inconstância' se fechou; ou se ainda não, fechará-se brevemente.
a luz veio, ainda que eu só a tenha percebido quase agora. a luz para a inconstância surgiu e conseguiu mudar Dias que pareciam imutáveis, Gabriellas que pareciam imensamente fadadas ao sofrimento.
talvez não só uma luz, como tantas outras. luzes que me mostraram a importância de sorrir, a importância de ser feliz.
agradeço tanto a essas luzes, por terem me ensinado diversas coisas. por tudo o que fizeram em meu favor.
talvez eu volte aqui, num momento de retorno à inconstância. agora no entanto, o futuro vem, me mostrando que devo enfim tornar-me adulta e capaz de lidar com meus próprios sentimentos. tenho medo, mas sei que não estarei sozinha, sei que essas luzes, por mais fracas que tornem-se, jamais se apagarão.