Ela era só mais uma menina, não sorria muito, observava mais que falava. Ele era completamente o inverso. Não eram, de forma alguma, feitos para ficarem juntos. Mesmo assim, embarcaram juntos num amor instável e perigoso, repleto de idas e vindas, mas que lhes fazia bem.
Nunca ninguém detestou tanto um casal quanto aquele, eram um misto requintado de paixão e ciúmes, e mais literalmente tapas e beijos, brigavam muito, mas sempre faziam as pazes.
Um dia acabou. Motivo banal, mal resolvido, se tornou desavença irreconciliável, decretaram então um fim. Nesse mesmo dia os amigos comemoraram, mas nenhum dos dois foi à festa, isso não era bom presságio.
A menina sumiu, depois de algum tempo ninguém se lembrou dela, o rapaz tornou a ser o que era: não mais se apaixonara, não mais se iludira. Os namoros posteriores foram magicamente calmos e tragicamente tediosos. Não duraram nem um mês.
Da menina, ninguém soube mais. Uns dizem que ainda sofre, as más línguas falam que nem se lembra. Apenas uma pessoa ainda sabe, esta diz para quem quiser ouvir que a menina nunca superou. Mas hoje é, relativamente, feliz.
Dedico esse texto ao tempo e a uma menina que já não existe mais.

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