Meu calcanhar de Aquiles,
Hoje, mais que nunca, você esteve vulnerabilíssimo. Hoje, eu poderia ter caído com uma flechada. Eu, que sempre me mostrei tão impenetrável, fria e segura, me senti apenas frágil, e por incrível que pareça, um tanto emotiva. Não havia proteção em meu entorno, toda a proteção que possuía era somente a minha. Falhei.
Minha falha não foi irreparável nem imperdoável, mas falhei. Hoje, me senti no direito de chorar, de sorrir, de cantar e até mesmo de gastar.
Gastei tudo aquilo que já estava acumulado havia um tempo. Me surpreendi quando me senti mais leve, mais feliz.
Hoje, não me importei com aqueles que fecharam a cara para mim. Pra falar a verdade me diverti as suas custas mais tarde.
Percebi de fato que tudo tem um sentido, talvez ainda não tenha entendido o que vim fazer aqui. Mas durmo mais esclarecida que quando acordei.
Por isso meu calcanhar de Aquiles, fico feliz que você exista. Fico feliz que eu não seja de todo impenetrável, você foi o principal responsável por hoje.
Dessa forma eu durmo com a certeza de haver um sentido pra tudo isso. Durmo sonhando com um futuro, me importando com ele. Durmo com a esperança de ao menos ter feito alguém sorrir. De ter trazido alegria a quem precisa. Isso, certamente resultará na minha felicidade.Finalizo com um simples agradecimento, meu ponto fraco. Não a você, mas a um ser superior, que rege toda a humanidade:
Obrigada por esses dezesseis anos vividos, obrigada por ter nascido perfeita (mesmo com todas essas minhas imperfeições), obrigada por me dar essa família tão bonita que só me faz bem. E, principalmente, obrigada por ter me dado essas lágrimas, que inundam meus olhos agora, não de tristeza, mas de felicidade.
Fervorosamente, muito obrigada.
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