Montou o dragão de São Jorge e saiu a procura.
Revirou ruas, praças, casas e lojas. Buscou até na quarta dimensão.
Achou-a num boteco qualquer, virando a quinta dose de vodka. A face borrada de maquiagem, o cabelo, tornado.
Não disse uma palavra quando abraçou-a, esperando retribuição.
Não foi abraçado, mas tampouco largou-a, queria mostrar que estaria ali e não sairia. Aos poucos, foi envolvido por braços inertes, gelados; sentiu uma leve carícia em seu rosto molhado; um choro não era suficiente. Recuperara-a.
Corações descompassados buscavam-se loucamente, estavam irremediavelmente entrelaçados. Juraram-se de amor e foram embora juntos.
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