Essa porra de dia dos namorados com um quê de querer de novo
na boca.
Um restinho da ressaca (i)moral dos dias anteriores aliada a
uma percepção de que tudo o que se quer está ali, perfeitamente alcançável,
todavia, obscurecido por sentimentos alheios.
Já disse mil vezes que é tudo uma droga, mas a verdade é que
eu queria de novo tanta pele sob os meus dedos, tanto fogo queimando minhas
mãos, os lençóis, os travesseiros. Tanto olhar na minha pele quente,
esbaforida. Extremamente desejosa de mais e mais.
Quero mais vodka queimando a garganta, quero mais bates
surdos e intempestivos na mobília. Quero você de novo, com todas as suas
complicações e disfarces.
É tudo tão novo, tão confuso. É tudo tão impossível que só
fica mais e mais atrativo.
Tenho medo de até onde eu resistirei e o pior: não encontro
os motivos certos para lhe repelir.
É tudo uma merda.
E você me deixa assim, perdida, aérea, confusa. Deixa-me com
esse gosto teu maldito na língua, um gosto que arde mais que pimenta, que
queima mais que fogo, eu quero teu gelo;
Você é tão filho da puta que não foi embora no dia seguinte,
só ficou aí me olhando e tentando me mostrar o que é que eu estava perdendo. Só ficou aí falando nesse teu sotaque diferente, cheio de mordidinha no lábio, provando o quão fraca eu sou. Cheio de um escárnio bruto que mostra que é palpável, mas impossível.
e dá-lhe ressaca!
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