quarta-feira, 5 de setembro de 2012

de loucura, de doença, de amor, que é a pior de todas elas.

de loucura, de doença, de amor, que é a pior de todas elas

amava tanto que doía.
na cama, era pior que mulher-dama.
batia, mordia, chupava.
de uma vez ela marcava
tudo aquilo que possuía.
não se importava com baixaria
de ciúme, adoecia, chorava, se lambuzava.
e ah, como gritava.
e se não avisasse, o tempo fechava,
se saísse depois de a ver,
nem que fosse pra ir ao hospital,
pra ela não adiantava, era pecado capital.

e cega não via
o amor desvanecer,
o outro lado sumia,
por vezes se escondia,
só pra não ter de sofrer.

e o tempo foi passando,
sua loucura, aumentando
chegou a lhe cortar as roupas,
quebrar-lhe os perfumes,
só pra não lhe ter ninguém olhando.
um belo dia,
o outro lado se decidira, embora iria.
disse-lhe adeus.

não teve nem choro e nem vela,
e com uma fita amarela,
jurou de morte assim que a deixou.
viu seu mundo se acabar,
e sua ira se perpetuar.
teu riso, amarelou.

e assim passaram-se dias, definhando, morrendo.
suspirava de dor, e foi gemendo que o encontrou.
nos braços de outra, horrenda vadia.
súbita paixão aflorada.
remorso certo, por menos não deixaria.

matou os dois ali mesmo, e ainda riu de prazer
da puta, que nos lençóis se contorcia.
e dele, que horrorizado implorava.
deu dois tiros, bastava.
matou-se ao final. sozinho seu homem não ficaria.
atrás dele iria correr, nem que preciso fosse fazê-lo sofrer.
era seu e ponto final.

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