quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quase Iemanjá


Resolveu sair sozinha numa noite quente de verão.
Caminhava com rumo certo, só queria sentar na areia e respirar um pouco do cheiro de maresia, ouvir o quebrar das ondas e ter finalmente um pouco de paz. A calma que sentia ali era revigorante, dizia até que era um pouco sereia, tirava energia das ondas do mar.
Percebeu que não estava sozinha, não teve medo quando ele se aproximou perguntando à hora, não estranhou quando se sentiu extremamente confortável ao lado do tal rapaz.
Seu nome era ainda um mistério, todavia sabia quase tudo sobre ele, aliás, sabia tudo o que precisava. Caminharam juntos em direção ao mar, não se importaram quando a primeira onda veio, nem a segunda... Na verdade, não se importaram muito com mais nada naquela noite...


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