Só me lembro de seu nome, Alegria, o meu já me esqueci há muito. Lembro-me de como seus cabelos castanhos se avermelhavam ao Sol, tenho na memória o ar de pureza que emanava, penso a todo momento nela. Meu nome é Covardia, nunca tive coragem suficiente para procurá-la, provavelmente minha Felicidade já me esqueceu. Vivo de memórias, me tranquei em meu interior, já não escrevo mais, perdi minhas forças. Mas hoje ousarei. Que me desculpem os malditos monásticos mas já não possuo vida aqui. Vou, finalmente ao seu encontro.
Não digo adeus, mas até logo, amo-lhe.
Carta-suicida, 22/01/1998
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Sinceramente, ando com um pouco de medo dessas minhas "inspirações". E mais medo ainda desses meus sonhos. Será que estou me descobrindo o que eu pedi não ser a vida toda? E não, por favor, estes dois não foram inspirados em mim.
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