sexta-feira, 13 de maio de 2011

video game.

É um turbilhão.
Há milhares de luzes piscantes vindo em minha direção, loucas, incertas. O fogo me procura, o vento auxilia-o. Fugir é fácil, sei da enorme porta aberta que me tirará de todo esse caos.
Meu instinto competitivo no entanto, me orienta a prosseguir e me sinto super mario bros. tentando pular na cabeça de mais uma tartaruga. Todavia, só possuo uma vida e qualquer movimento em falso pode ser terminal. Machuco-me bastante, solto fogo e até consigo voar, trilho uma estrada sem volta, meu caminho jamais será repetido. Caixas de diálogo me orientam, mas a decisão final é sempre minha. Resolvo então prosseguir até o fim, não me render. Acende-se uma luz há muito apagada, preciso me revigorar para vencer a disputa.
Aprendo que apesar de alguns pequenos entraves do caminho, a corrida é contra mim mesma, quem me faz errar sou eu.
A princesa, a felicidade, está logo ali, esperando para ser salva. Esperando não pelo mario inicial, fraco, sem perspectiva, mas pelo super mario, alguém que superou suas dificuldades, que improvisou poderes e percebeu que mesmo frágil poderia sim ser capaz de uma vitória, Bastou para isso, acreditar e tentar, uma vez que super não foi o seu poder, mas a sua confiança.



" É fácil encontrar a felicidade mesmo nas horas mais sombrias, se a pessoa se lembrar de acender a luz."
Albus Dumbledore

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