segunda-feira, 29 de novembro de 2010

"Eu comecei a enumerar nos dedos quem poderia sentir a minha falta: sobraram dedos. Todos estes que estou olhando agora."


Caio F Abreu

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Beirando a insanidade

Hoje eu me senti tão burra, é, burra. 
Não que eu seja inteligente, mas sempre tive a capacidade de aprender as coisas rápido e hoje, diante de um livro de Química aberto na parte de eletrólise vi como sou mínima, um nada.
Tentei prosseguir e, aos muitos trancos e barrancos cheguei até o fim da matéria. 
Nunca fui boa com nenhum tipo de contas, decorei a maldita tabuada sob ameças de castigos e sempre tinha a pior média no boletim em matemática. Com as extensões do ensino médio nunca foi diferente. Sempre sobrevivi na 'tampa da beirada'. Toda essa nostalgia me levou a mais uma reflexão, que se minha mãe tivesse me visto teria me mandado voltar a estudar (saudade dela :') ), mas como não, viajei pensando como as vezes se subjugam as pessoas. Principalmente aquelas pessoas extremamente inteligentes em um assunto (matemática, quase sempre).

É fato que eu sempre adorei tirrar sarro dessas pessoas, quando cursava a 7ª série tinha um colega que apelidei de 'calculadora ambulante', mas não seria ele muito melhor que eu?

A verdade é que todos queríamos ter um dom assim, chamo isso de dom porque honestamente não vejo como alguém pode ter aprendido a gostar de matemática, eu por exemplo, queria e muito. E essa situação não vale só pra essa maldita ciência, vale pra tudo que a gente faz nessa vida.
Seja cozinhar ou dirigir, sempre há alguém com uma facilidade maior, e essa pessoa é, muitas vezes inferiorizada pela sociedade, como se fizesse alguma coisa errada. Quando a realidade é justamente o inverso.

Então, toda essa baboseira dita aí acima tem um propósito, que poderia ter sido dito em 2 linhas. Não se deve diminuir ninguém, por qualquer que seja o motivo, você pode estar desmotivando a pessoa de uma forma que nem imagina. É tão simples elogiar essas pessoas, dar o crédito a elas. Mesmo que o feito não seja tão admirável, motiva. E nada como fazer o olhinho de uma criança brilhar.

Sinceramente, acho que se alguém tivesse me motivado talvez estaria em vias de achar um dom em mim. Mas como não, sou só mais uma pessoa comum, que hoje admira os gênios da matemática.



Ps.: Me desculpem pelo post ruim e repetitivo, mas precisava exacerbar minha extrema confusão com a Química aqui. Tô pirando.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Tô nem ligando, quando ligo, nem esquento...

Hoje resolvi escrever, a primeira vez que fiz isso conscientemente, na verdade penso que de fato entendi.
Entendi que as coisas sempre foram tão simples, mas eu nunca as enxerguei direito. Talvez essa seja a minha miopia interior, não consigo realmente enxergar o futuro, assim, não vejo as consequências dos meus atos, mas os vejo com extrema clareza quando estão acontecendo.
Não me abalei com isso, não somos nós todos tão cheios de defeitos? Repletos de imperfeições que nos tornam quem realmente somos, humanos afinal, passíveis de errar, humanos que enfrentam diversas adversidades, mas que ainda sim levantam e superam seus objetivos. Me lembrei até de uma passagem lida em A menina que roubava livros:
"Vejo sua feiúra e sua beleza,e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas."
Essa frase traduziu tudo o que penso, o que entendi hoje e o que ainda devo compreender mais para o futuro. Não me arrependo, mas as vezes imagino que poderia ter tomado outra decisão. Agora é tarde e nem há mais o que discutir.
Como já disse há algum tempo, falta muita conversa. Mas a questão agora é simplesmente virar a página, aliás, tornar a virá-la, pois esta já foi virada e revirada mil vezes, mas as consequências continuam chegar a mim. Maldita miopia.
Mas, ainda que não consiga mensurar a intensidade de minha decepção comigo mesma, estou me tornando um verdadeiro chuveiro velho. (risos)



terça-feira, 16 de novembro de 2010

Você fala demais

Depois de tanto tempo você me diz que não existe pecado em que não se possa perdoar. É tarde agora?
Juro que quando está tudo de fato se encaixando (e se bagunçando na medida certa) você desfaz meu mundo.
É típico não? Já cansei de contar quantas vezes você teve a capacidade de voltar atrás. Consegue ser pior que eu. Não escolhe seu caminho.
Mais uma vez estou aqui, meio descabelada, meio de rosto inchado sem saber o que te dizer. É uma cena que vem se repetindo há certos períodos. E o mais estranho é que eu gosto disso. Eu gosto de pela primeira vez não ter o que dizer, você fala demais. Por mim e por você.
E agora? É a pergunta que mais se repete em minha mente. Mas agora sei o que deveria ter dito naquela janelinha de msn e depois disso naquele papinho besta ao celular. Desisti de você.
E que me mordam aqueles que dizem que não se desiste daquilo que te traz felicidade. Nem ligo.
O fato é que não vou alterar minha vida (de novo e de novo) por sua causa. Então, se isso significar o derradeiro ponto final nessa história que já ocupa umas cem laudas, só posso dizer que foi bom que ele tenha sido colocado agora, de cabeça mais "fria" e não no auge de toda turbulência.
Embora isso tenha descaracterizado completamente tudo. Não sou eu pura turbulência?
Assim, por ora, lhe digo adeus.

Pela minha última gota de indiferença,
Seja feliz, mas primeiro sofra um pouco. Você realmente precisa. Faz bem sabia? Ajuda a amadurecer.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Mais que um fim de dia

Meu calcanhar de Aquiles,
Hoje, mais que nunca, você esteve vulnerabilíssimo. Hoje, eu poderia ter caído com uma flechada. Eu, que sempre me mostrei tão impenetrável, fria e segura, me senti apenas frágil, e por incrível que pareça, um tanto emotiva. Não havia proteção em meu entorno, toda a proteção que possuía era somente a minha. Falhei.

Minha falha não foi irreparável nem imperdoável, mas falhei. Hoje, me senti no direito de chorar, de sorrir, de cantar e até mesmo de gastar.
Gastei tudo aquilo que já estava acumulado havia um tempo. Me surpreendi quando me senti mais leve, mais feliz.
Hoje, não me importei com aqueles que fecharam a cara para mim. Pra falar a verdade me diverti as suas custas mais tarde.
Percebi de fato que tudo tem um sentido, talvez ainda não tenha entendido o que vim fazer aqui. Mas durmo mais esclarecida que quando acordei.
 Por isso meu calcanhar de Aquiles, fico feliz que você exista. Fico feliz que eu não seja de todo impenetrável, você foi o principal responsável por hoje.
Dessa forma eu durmo com a certeza de haver um sentido pra tudo isso. Durmo sonhando com um futuro, me importando com ele. Durmo com a esperança de ao menos ter feito alguém sorrir. De ter trazido alegria a quem precisa. Isso, certamente resultará na minha felicidade.


Finalizo com um simples agradecimento, meu ponto fraco. Não a você, mas a um ser superior, que rege toda a humanidade:

Obrigada por esses dezesseis anos vividos, obrigada por ter nascido perfeita (mesmo com todas essas minhas imperfeições), obrigada por me dar essa família tão bonita que só me faz bem. E, principalmente, obrigada por ter me dado essas lágrimas, que inundam meus olhos agora, não de tristeza, mas de felicidade.

Fervorosamente, muito obrigada.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Podem passar mil anos

"Tudo muda ao tempo todo... No mundo"

Cansei de ser covarde, de viver aceitando meus medos, engolindo sapos e ignorando meus pressentimentos. Nem que isso me traga alguns olhares nada auspiciosos ou ainda que comentem ou me ironizem. A verdade é que eu nem ligo mais. Novos amigos são descobertos, pessoas que realmente confiam.
Não quero perder todos os velhos, isso é um fato. Mas confesso que não sinto vontade de fazer nada para mudar isso. E nem penso que estou errada, talvez eu deva ter um pouco menos de altruísmo dessa vez.

 Afinal, não será esse um tempo bom para mudanças? As vésperas de um novo ano para mim.
Serei neste mais cautelosa? Aprenderei de fato como andar nos campos minados da vida ou continuarei a cair na última mina, rumando ao final?


sábado, 6 de novembro de 2010

Em meio a danos e destruição

Ontem ouvi muita coisa. Coisas que não deveria ou merecia ter ouvido. Coisas tão absurdas que me senti até sem chão.
Ontem, duvidaram de mim. Em meia-hora vi que caráter e honestidade não representam nada. E mais ainda, que quando alguma coisa dá errado a bomba sempre explode em quem não tem nada a ver.
Mas o mais estranho disso é que eu nem ligo. É sério, acho que já me acostumei a lidar com gente, acho que me acostumei com as atitudes das pessoas.
Se estou com raiva? Não. Ao contrário de alguns, estou apenas triste. Só isso. Foi uma situação bem complicada de se presenciar.
É tão engraçado ver, de repente, os rostos das pessoas.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Fim de Utopia


Ela era só mais uma menina, não sorria muito, observava mais que falava. Ele era completamente o inverso. Não eram, de forma alguma, feitos para ficarem juntos. Mesmo assim, embarcaram juntos num amor instável e perigoso, repleto de idas e vindas, mas que lhes fazia bem.
Nunca ninguém detestou tanto um casal quanto aquele, eram um misto requintado de paixão e ciúmes, e mais literalmente tapas e beijos, brigavam muito, mas sempre faziam as pazes.
            Um dia acabou. Motivo banal, mal resolvido, se tornou desavença irreconciliável, decretaram então um fim. Nesse mesmo dia os amigos comemoraram, mas nenhum dos dois foi à festa, isso não era bom presságio.
A menina sumiu, depois de algum tempo ninguém se lembrou dela, o rapaz tornou a ser o que era: não mais se apaixonara, não mais se iludira. Os namoros posteriores foram magicamente calmos e tragicamente tediosos. Não duraram nem um mês.
Da menina, ninguém soube mais. Uns dizem que ainda sofre, as más línguas falam que nem se lembra. Apenas uma pessoa ainda sabe, esta diz para quem quiser ouvir que a menina nunca superou. Mas hoje é, relativamente, feliz.



Dedico esse texto ao tempo e a uma menina que já não existe mais.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Novas qualidades (ou exacerbando meus defeitos)






Estou me permitindo mudar.
Talvez tenha nascido humana-fênix, com capacidade de me queimar completamente e renascer de minhas cinzas. Renovo-me diariamente, ainda que hajam tanta melancolia e tristeza intrínsecas, me torno capaz de sorrir e brincar, de ser verdadeiramente uma pessoa como outra qualquer.


Estou me permitindo ignorar.
Coisas, pessoas, atitudes, repreensões, telefonemas. Ignorando tudo isso, minhas atitudes não são mais baseadas no que os outros acham, falam. Apenas na minha concepção de certo e errado.


Estou me permitindo viver.
Porque viver vai além de respirar, de seguir uma rotina. Viver nasce do imprevisto, da alegria. Viver implica em felicidade, implica em aproveitar a vida e, sobretudo, em passar pela vida e não deixar que ela, simplesmente, passe por você.