sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

"cavou, cavou"



"Agora que tudo perdeu a magia, se magia houve, não consigo mais ver nenhum anjo em você."

Caio Fernando Abreu, o Mestre.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"O que deixamos de fazer, às vezes nos define muito mais"

Ando meio sem graça ultimamente, indignada. Precisando desesperadamente dormir uma tarde toda, precisando loucamente sair e ver o dia clarear, necessitando ignorar tantas vozes repetitivas.
O assunto continua o mesmo, as 'ordens' as mesmas (e quem te falou que você pode me dar alguma ordem, só pra constar?) e a verdade é que já deixou de ser pro meu bem, tenho certeza disso. Agora a questão é somente de autoafirmação, de inferiorizar e de me relembrar todos os dias como eu poderia ser melhor, como eu poderia ser igual a fulano, sicrano.
É, falar é bem fácil, pressionar chega até a ser divertido, meio estranho talvez, mas já não ando discordando desse ponto de vista. O fato é que minha quota já esgotou, já não aguento mais. Cedo não? Nem se passou o Carnaval.
Ah, dá um tempo, me deixa ser feliz e uma hora ou outra eu vou acabar me achando. Sua felicidade independe da minha, então porque você fala tanto? 

Ai que saudade do silêncio.
Ai que saudade da minha antiga vida.
Ai que saudade da paz de espírito.
Ai que vontade de chorar.


Ps.: O post tá horrível, eu sei. Mas foi mais um desabafo. Além do mais ando tão são tempo que tá sendo no espontâneo mesmo. Desculpem.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"Não perderia a tua querida perfeição sem o teu nome"

Só me lembro de seu nome, Alegria, o meu já me esqueci há muito. Lembro-me de como seus cabelos castanhos se avermelhavam ao Sol, tenho na memória o ar de pureza que emanava, penso a todo momento nela. Meu nome é Covardia, nunca tive coragem suficiente para procurá-la, provavelmente minha Felicidade já me esqueceu. Vivo de memórias, me tranquei em meu interior, já não escrevo mais, perdi minhas forças. Mas hoje ousarei. Que me desculpem os malditos monásticos mas já não possuo vida aqui. Vou, finalmente ao seu encontro.
Não digo adeus, mas até logo, amo-lhe.

Carta-suicida, 22/01/1998

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Sinceramente, ando com um pouco de medo dessas minhas "inspirações". E mais medo ainda desses meus sonhos. Será que estou me descobrindo o que eu pedi não ser a vida toda? E não, por favor, estes dois não foram inspirados em mim.

"O que chamamos rosa não cheiraria tão doce em outro nome?"

Nome? Já nem sei mais meu nome, depois de um tempo passaram a chamar-me de Solidão; A verdade é que mesmo se quisesse me recordar, não possuo ninguém para me dizer. Sinto-me numa ilha deserta, a única voz que escuto é a do meu pensamento infeliz. Talvez o meu nome esteja errado, por mais que eu seja sempre só, há alguém em meu pensamento. Meu nome é Desilusão, meu nome é Coração Partido. O que eu ignoro no mundo sonho todas as noites. As palavras que não digo estão gravadas permanentemente em meu cérebro, os olhos que fecho durante o dia veem teu rosto a cada segundo. Por fim, não sou Solidão, sou toda Sofrimento.
Ainda uma última vez, amo-te.

Carta-suicida, 22/01/1998

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Onde aparecer

"Que é confuso te deixar sorrir"

Meu querido
Só te digo
Que não deixes de me procurar
Ainda que eu te tire do meu altar
Me procure
Me segure
Me mostre o que devo ser
Já que preciso de ti pra viver...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Encontro

Deixe estar, que o que for pra ser, vigora.
Eu, como boa escorpionina, sempre apoiei minha vida no místico, acreditando em destino e esperando pelo meu. Não me entenda mal, jamais optei por não agir, mas o que eu penso é que suas opções já estão traçadas, seus caminhos já foram desenhados por alguém. Não sei se acredito no Deus que muitos cultuam.
Creio no meu Deus, alguém que não brinca com os humanos como se fossem marionetes, que não se mostra imperioso sobre a fome e desgraça alheia e que, sobretudo NÃO castiga como pregam em todas as catequeses do mundo. 
Assim, essa frase me chamou atenção, primeiro no subnick de uma amiga e depois na verdadeira fonte, a música Encontro - Maria Gadu. Ela reflete tudo o que eu espero para meu 2011, talvez trocando o 'deixe estar' por 'esforce-se', mas independente dessa troca, o que for pra ser vigorará. A prova disso é que esses dias, quando pensava na vida, uma esperança entra no meu quarto e pousa perto de mim. Pela primeira vez não a matei, sorri e agradeci a quem quer que a tenha mandado ali.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

15/12/2008 , o fim.

Hoje não redijo nada novo, apenas copio um texto antigo há muito esquecido. Não sei ao certo o porquê, o fato é que sempre quis postá-lo, mas decidi fechar esse ciclo hoje. É bem verdade que não há borracha para a vida, momentos sempre deixam marcas. Entretanto, mesmo já estando livre de tudo isso há algum tempo, ainda quis reler esse texto uma última vez.
A quem interessar possa, esse texto foi enviado por e-mail, e a resposta foi um outro que explicava que eu não merecia perdão. Dessa forma, acabou e eu nem me lembro mais o motivo.





Me desculpe,

Você veio... com os olhos vidrados...o sorriso dos últimos logros ainda no rosto, os bolsos cheios de balas de chita, um ar doce, ainda malcriado.
                Você veio... para alegrar meus dias, para fazer com que minhas noites fossem cor de mel. Chegou de cabelo despenteado, loiro, de rosto iluminado, o Sol resplandecendo a beleza e renegando a tristeza... que eu fiz brotar... Me fez rir quando tinha me esquecido, me fez esperar pelo dia de amanhã...
Senti na pele tua alegria inconfundível, tua calma, teu pensar... Despenteei mais teus cabelos, surrei tuas roupas, vi filmes que jamais esperaria... Depois disso, nunca me entendi, não mais me iludi, meu sorriso não vacilou... Fui obrigada a me livrar dos meus suspiros, a levantar minha cabeça, a falar de amor...
Você veio, pra me ensinar como se fala, a frase que todos devíamos saber falar.
E talvez ainda, pra implicar que eu me esforce além da minha capacidade de suportar...  De novo eu peço, que me perdoe... Minha humanidade, minha mente, são passíveis de errar. Assim me despeço, sem mais nada a dizer, pois ainda amo você... E espero que um dia possa tornar me amar.

Nunca soube como escrever, minhas forças vêm só de você... mas contigo aprendi  à experimentar..Redijo aqui palavras desconexas, vindas de minha mente, do fundo do coração... Pedidos simples, pedidos de desculpas... os quais um dia ... espero ...você vai aceitar.