‘Ô menininha terrível’, essa foi a frase que ouvi quando fechei a porta do quarto e passei duas voltas na fechadura. A questão não foi a implicância, que é claro eu já me acostumei, o problema foi a saudade.
Saudade das manhãs ensolaradas na rua Henrique Oswald, das tardes ociosas no apartamento velho e até mesmo do ‘quarteto fantástico (posteriormente, Lords). É tanta vontade de reviver, de sentir tudo de novo, é tanto arrependimento de ter me preocupado tanto com o amanhã, que nem de fato existiu.
Sinto-me sozinha, vazia, inerte. Pela primeira vez me julgo um desperdício de espaço, um nada que fala desconexamente. E a verdade é que talvez eu deva ser ‘terrível’ mesmo, nem imagino mais como é não o ser.
É, meu coração já se foi há muito e acho que mesmo a razão está ficando para trás.
Um conselho: Vá ser feliz, enquanto ainda dá tempo. Mergulhe fundo mesmo, para que ninguém possa te emergir à força.
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