e a verdade é que minha melhor memória dos últimos tempos tem sido aquele beijo.
porque, apesar de ter sido o momento mais breve de toda essa nossa história vai e vem, foi aquele que selou a impossibilidade de acontecer qualquer coisa além. mostrou que talvez houvesse de fato um sentimento em mentes tão imaturas, cheias de um medo ridículo da não-aprovação alheia.
o quanto perdemos? o quanto ainda vamos perder por causa de tudo isso?
talvez a memória agora seja apenas minha. talvez, eu já tenha sido esquecida e cedido meu momentâneo lugar à outra. eu não sei. e mentiria ao dizer que não desejo que no fundo, não tenha se esquecido.
mas o que é tudo isso no que me meti agora? e eu acho que o fiz, por sua causa. apesar de você não ter a menor ideia da importância que você teve, ou melhor, do quão real ainda é minha lembrança disso tudo.
e no meio de toda essa confusão, eu só queria poder reverter isso tudo. ou melhor, queria que o tempo não tivesse passado e apagado tudo. que talvez não tivesse lançado uma ideia ridícula na minha cabeça, de que seria capaz de suportar e fingir que não tinha importância.
foi por fingir que hoje estou aqui. assim.
ouvindo essas músicas terríveis, que encontram-se em pastas quase inacessíveis da minha playlist maldita. queixando-me por não ter sido mais corajosa, por não ter feito o que eu tive vontade de fazer.
talvez seja sua culpa também. mas, aprendi que ao invés de culpar os outros, eu devo lidar com a minha parcela de responsabilidade antes. e vou dizer, está sendo cada vez mais complicado.
sério, quanta merda eu ainda vou ter de dizer pra assumir pra mim mesma que eu, estupidamente, ainda gosto de você? acho que isso resume tudo.
e também, pelo que eu espero, acaba com tudo.
o fim vem da aceitação,
a coragem só aparece quando somos obrigados a aceitar nossos medos,
e por favor,
não preciso de ninguém pra me destruir novamente, já o foi feito, e vou lhe dizer,
não sou muito boa em consertar coisas quebradas, principalmente, corações.
for you, five words,
get out of my life.
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