gosto de absorver os outros. tenho necessidade de me dilacerar com cada emoção alheia.
mas não entendo a necessidade das pessoas em desejar um 'feliz ano novo'. não depois de 2012.
o mundo não se acabou por fora, mas ruiu por dentro.
e eu continuei aqui.
talvez não tenha ido em água ou fogo, foi-se mesmo em ar - nas tantas vezes que o perdi desde janeiro.
ou quem sabe tenha mesmo ido em água, salgada até, das milhares de lágrimas que jorraram desde seu início. por outro lado, quanta emoção não queimou em mim, marcando-me a fogo, durante seu decorrer?
ah, que já estamos em dois mil e treze e me lembro muito bem do dia em que escrevi dois mil inove na porta do meu armário, e não inovei em nada. sinto-me eternamente a deriva de uma vida em constante processo de desmoronamento, porque por mais que se construa, é sempre aquela sensação de estar afundando. e ninguém constrói nada na areia.
talvez mil gritos fossem melhores que essa constância de sussurros e eu não me sentiria assim, tão imóvel e impotente.
um ciclo se fechou, outro se abriu, escolhi rosas brancas para uma coroa de flores, arrisquei-me por ruas desconhecidas, com gente estranha, vi meu mundo dar um giro e eu me mantive aqui, do mesmo jeito, com os mesmos gostos por música nacional e strogonoff. não com a mesma medida - fato que nem conseguiria esquecer, já que sou lembrada a todo instante - mas talvez com o mesmo coração e quem sabe, os mesmos pensamentos de menina mimada que sempre fui.
não acredito que qualquer desejo de feliz ano novo irá alterar alguma coisa.
principalmente os tão cheios de hipocrisia que ando ouvindo. e por falar nisso, chego a rir em me lembrar de quem até sugeriu fazer desejo contrário, caso não eu não me prestasse a fazer os votos.
será que estamos tão falidos assim de esperança a ponto de nos destituirmos de qualquer força de vontade em sermos felizes? precisamos mesmo que um estranho qualquer, que esteja ao seu lado na tão mística passagem do ano estoure uma garrafa de espumante vagabundo na nossa cara e nos diga pra sermos felizes?
espero realmente que ainda sejamos mais que isso.
que ainda possamos nos agarrar às nossas crenças, sejam elas quais forem, e procurarmos um sentido. ainda que este pareça inadequado para o sujeito ao lado.
talvez eu esteja procurando uma desculpa para a minha apatia constante ou ainda, talvez eu realmente tenha mudado e tenha aprendido a remar. só aprendido mesmo, porque ainda navego com motor.
e a vida é quebrar o motor desse nosso barco e arregaçar as mangas, remar contra a corrente, quiçá a favor dela, remar com força, sobretudo.
e nessa minha loucura, o melhor pedido que posso fazer a 2013 é que me deixe aprender junto com suas inconstâncias e reveses. não peço felicidade não, quero é aprendizado, quero entender essa tal felicidade antes de me sentir assim. quem sabe não é a própria vida que mostra o caminho dela.
se me permitissem um único desejo, só não queria precisar perder tanta coisa para seguir meu curso. um pouco mais de tempo entre as ações, era o que bastava.
mas o cotidiano é insensível, meu amigo, e não faz diferença a velocidade da minha jangada - que eu tenha força para suportar o que há de vir por aí.
um ciclo se fechou, outro se abriu, escolhi rosas brancas para uma coroa de flores, arrisquei-me por ruas desconhecidas, com gente estranha, vi meu mundo dar um giro e eu me mantive aqui, do mesmo jeito, com os mesmos gostos por música nacional e strogonoff. não com a mesma medida - fato que nem conseguiria esquecer, já que sou lembrada a todo instante - mas talvez com o mesmo coração e quem sabe, os mesmos pensamentos de menina mimada que sempre fui.
não acredito que qualquer desejo de feliz ano novo irá alterar alguma coisa.
principalmente os tão cheios de hipocrisia que ando ouvindo. e por falar nisso, chego a rir em me lembrar de quem até sugeriu fazer desejo contrário, caso não eu não me prestasse a fazer os votos.
será que estamos tão falidos assim de esperança a ponto de nos destituirmos de qualquer força de vontade em sermos felizes? precisamos mesmo que um estranho qualquer, que esteja ao seu lado na tão mística passagem do ano estoure uma garrafa de espumante vagabundo na nossa cara e nos diga pra sermos felizes?
espero realmente que ainda sejamos mais que isso.
que ainda possamos nos agarrar às nossas crenças, sejam elas quais forem, e procurarmos um sentido. ainda que este pareça inadequado para o sujeito ao lado.
talvez eu esteja procurando uma desculpa para a minha apatia constante ou ainda, talvez eu realmente tenha mudado e tenha aprendido a remar. só aprendido mesmo, porque ainda navego com motor.
e a vida é quebrar o motor desse nosso barco e arregaçar as mangas, remar contra a corrente, quiçá a favor dela, remar com força, sobretudo.
e nessa minha loucura, o melhor pedido que posso fazer a 2013 é que me deixe aprender junto com suas inconstâncias e reveses. não peço felicidade não, quero é aprendizado, quero entender essa tal felicidade antes de me sentir assim. quem sabe não é a própria vida que mostra o caminho dela.
se me permitissem um único desejo, só não queria precisar perder tanta coisa para seguir meu curso. um pouco mais de tempo entre as ações, era o que bastava.
mas o cotidiano é insensível, meu amigo, e não faz diferença a velocidade da minha jangada - que eu tenha força para suportar o que há de vir por aí.
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